Capítulo 04 - Favorite Crime ( fanfic ChaMel)

 Nota da autora: esse é um capítulo de manifestação, ele existe, para que um dia, nosso casal de amigos se encontrem e Nina e Maria se tornem BFF, aproveitem a leitura 



Capítulo 04 


Chay 

Eu sabia que conquistando a simpatia de Nine ganharia muitos pontos com Melanie e para minha sorte, a garotinha me adorava sem ao menos conhecer. Por isso, eu estava agora dirigindo em direção à casa dela, com a Maria confortavelmente em sua cadeirinha para que as meninas pudessem se conhecer pessoalmente e brincar, como sempre quiseram. Torço para a amizade delas ser tão forte como a nossa. 

O que eu sabia, era que a Mel morava em uma casa muito próxima à família do marido e por mais que ele não estivesse lá hoje, isso a deixou apreensiva em decidir marcar esse encontro. Garanti que ia me controlar e não fazer nada que nos incriminasse e ainda mais, estando na presença das nossas filhas. 

 Assim que ela abriu a porta, soube que não seria tão fácil assim:  

 Mel vestia um macacão azul com decote aberto, os cabelos soltos como eu gostava e nenhuma maquiagem à vista. 

— Titia, sabia que Maria vai ganhar um irmão? – a voz doce da minha filha contando sobre José.

 Eu já tinha comentado uma coisa ou outra sobre o nascimento do meu filho, mas, desde que começamos a nos encontrar com mais frequência, me sentia estranho tocando nesse assunto com Mel. 

    — ah é mesmo? E você tá muito feliz que vai ter um irmãozinho, Maria? 

— Siim – Maria ergueu os braços para a " tia " a pegar no colo. 

 Mel entrou com Maria nos braços e eu ainda fiquei parado um pouco surpreso e abobado com a maneira natural que as duas interagem.

— Chay? Virou estátua, menino? Entra! – Mel ri e eu balanço a cabeça me obrigando a me mover. 

— Mom, a Maria e o tio já chegaram? – Ouço a voz infantil de Nine preencher o ambiente enquanto ela desce as escadas e a visão que eu tenho é de uma miniatura da Mel.

Nine é realmente MUITO parecida com a mãe. 

 Assim que a viu, a garotinha correu para abraçar Maria e puxa-la pela mão guiando para a escada. 

— Vamos pra brinquedoteca, Maria, eu tenho uma coleção de massinha que o papai me ajudou a fazer. 

— Nine, devagar com a Mari, ela ainda é pequenininha pode cair – Alertou, mas nenhuma das duas escutou um A do que Mel tinha dito. Correndo e gargalhando alto. 

Trocamos um breve olhar risonho e as seguimos até o quarto de brinquedos. 

Passados alguns minutos, Maria e Nine já interagiam como se conhecessem desde que nasceram, pintaram, fizeram massinha e brincaram de casa e esconde-esconde, dessa última, nós também tivemos que participar, procurando-as pelo jardim. 

 Encontrei as duas escondidas juntas entre alguns arbustos: 

— Achei vocês, mocinhas! – No instante em que eu as carreguei, a Maria passou a mãozinha suja de tinta rosa direto na minha camiseta branca, Nine timidamente sujou meu rosto com a azul. 

— Elas transformaram você numa arte humana. – Mel riu e eu acompanhei. – Vem, vamos lavar antes que seque a mancha fique aí pra sempre – Depois que eu coloco as crianças no chão, vamos juntos para o lavabo. 

 

Ainda sorrindo, retiro a camisa, Melanie me olha pelo reflexo do espelho, envolvendo os braços ao redor do meu quadril e deixando um beijo no ombro esquerdo. 

 Por alguns segundos, pensei que se eu não fosse tão imaturo antes e o destino não fosse tão incerto, essa poderia ser a nossa vida, mas a que preço? Meu sorriso se desfaz enquanto 

 Percebo que a amo como um devaneio, alguém que nunca poderia ter. 

 — Que foi? Você ficou tão sério, de repente, acho que nunca te vi assim. – Estalou os dedos pra chamar minha atenção. 

— Tem muitas expressões minhas que você não conhece. – Lavei o rosto e respirei fundo. 

— Ah é? Então parece que eu me enganei. Vamos conversar sobre isso outro dia, hoje não dá. – Ela me deixa sozinho e eu me sinto um idiota. 


Uma hora depois, decido ir embora, o clima ficou tenso entre nós dois, Maria acabou dormindo enquanto ela e Nine montavam um quebra-cabeças. 

 Coloquei minha filha no carro e despedi da Mel com um breve " tchau " e Nine veio correndo em minha direção: 

— Tio, espera! Eu fiz esse desenho pra você. 

— Obrigada, mocinha, vou guardar com muito carinho, ok? – Abaixei e ela me abraçou. 

— Bye bye, tio! – Acenou depois que eu a coloquei no chão e entrei no carro. 

Mel espera que eu saia completamente da sua vista para entrar em casa com Nine nos braços.


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